Regulamentação de plataformas digitais deve ser feita de forma gradual, diz especialista | Empresas

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A regulamentação das plataformas digitais deve ser feita de forma gradual, levando em consideração não apenas as regras existentes para moderação dos conteúdos postados, mas também o modelo de negócios adotado por estas empresas e até especificidades do Brasil. O tema foi abordado por Nina da Hora, fundadora da organização sem fins lucrativos Instituto Da Hora, em painel do evento Rio2C, que vai até domingo (16) na Cidade das Artes.

Cientista da computação, Da Hora apoia iniciativas no sentido de regulamentar a moderação de conteúdo, mas reconhece que o tema é extremamente complexo. Um dos desafios na moderação, ressalta ela, é evitar vieses explícitos e implícitos que afetem a atividade. “No Brasil, temos 13 tons de pele diferentes e uma diversidade regional absurda”, exemplificou. “Mesmo colocando numa sala toda essa diversidade, precisamos ir por etapas.” Numa primeira fase, argumenta ela, é necessário discutir os conceitos de conteúdo e moderação. E, também, quem vai participar dessa moderação.

Para Da Hora, o fato de as grandes plataformas digitais terem sido desenvolvidas fora do país é um complicador adicional. “O contingente de pessoas que falam português é muito grande em plataformas como o Twitter e o Instagram, só que nós ainda não sabemos como eles [os grandes players] coordenam internamente essas mediações. Então, primeiro a regulação [é necessária] por questões de proteção nacional, de soberania digital”, sustentou ela durante o painel “Produção de Conteúdo na Era da Inteligência Artificial: Desafio, Oportunidades e Perspectivas para o Futuro.”

“As plataformas digitais têm responsabilidade porque distribuem com força os conteúdos que mais engajam”, afirmou Thaísa Coelho, diretora de Produtos Digitais de News da Globo, que também participou do painel. Na visão de Coelho, a curadoria humana e o algoritmo podem conviver de forma complementar, na medida em que a inteligência artificial – para a executiva – não conseguirá atingir o nível de sensibilidade humana no que diz respeitos às emoções.

“Não espero me emocionar com o ChatGPT. Para isso termos artistas: músicos, poetas, escritores”, provocou Coelho.

Da Hora frisou ainda que enquanto a inteligência artificial aprende por repetição, os seres humanos aprendem mesmo na ausência de informação. Ou seja, depois de assistir três palestras, um ser humano pode – durante o almoço – tirar conclusões sobre estes eventos mesmo não dispondo de novas informações, exemplificou a cientista da computação.

O Rio2C tem entre os seus apoiadores a Globo.

— Foto: Divulgação

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